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Gazeta do Povo | Educação Infantil – que escola é essa?

Publicado: novembro, 2016

Gazeta do Povo | Educação Infantil – que escola é essa?

Raquel Adriano Momm Maciel de CamargoDesenho-de-varias-criancinhas-brincando_02

é diretora do Centro Educacional Evangélico

Conselheira do Sinepe/PR

Pré-escola, jardim de infância, creche, escolinha… educação infantil.

Educadora, tia, atendente…professora.

Os nomes mudaram. Mas não apenas os nomes. A Educação Infantil mudou a concepção do cuidado, da aprendizagem, da brincadeira no ambiente escolar. Mudou a relação com a criança, da primeira infância no ambiente escolar. Cresceu a importância desse período de escolarização para toda a vida do indivíduo.

Como reflexo de uma sociedade que muda constantemente , o que acontece entre os muros coloridos das escolas de educação infantil também viveu mudanças intensas nas últimas duas ou três décadas.

Mas ao contrário do que acontece no mundo dos esportes, da tecnonogia, da política e das ciências, que ganham horários nobres para anunciar suas melhores mudanças e descobertas, a pré-escola foi mudando de maneira silenciosa.

A escolinha, como conhecida por muitos,  foi tornando-se mais eficiente, mais profissional, mais exigente consigo própria.  Tecnologias, estudos e pesquisas foram incorporados nos currículos.

Especializações e estudos multiplicaram-se para tornar mais eficiente o ganho cognitivo das crianças que frequentam escolas infantis.

Debates calorosos foram estabelecidos entre os que defendiam a idéia da primeira infância como um tempo exclusivo de brincadeira, e os que apregoavam a pré-escola como forma de preparo para a vida escolar a ser iniciada aos sete anos.

As crianças foram entrando mais cedo na educação infantil. E estão saindo mais cedo dela.

Legislações foram revistas. Especialistas ouvidos. E a história da Educação Infantil está em plena construção em nosso país.  A concepção do que ensinar, e como ensinar, (se é que se deve ensinar – ainda para alguns) está num movimento constante. E esse movimento, essa discussão, essa procura por novos caminhos tem gerado crescimento em qualidade no que acontece dentro dos muros da educação infantil.

Vindos dos muros de fora, recebemos todos os anos pais de novos alunos. Felizes com seus rebentos, e incertos quanto à importância da educação infantil para eles. Pais que,  muitas vezes, estiveram dentro de  numa “pré-escola” pela última vez, quando ainda eram os alunos.

A maioria dos pais de educação infantil, tem na sua própria “pré-escola” ou “jardim de infância” a referência sobre  como será a Educação Infantil de seu filho. E esse lapso de décadas, provoca conflitos e insegurança sobre como relacionar-se com a escola de Educação Infantil onde seu filho está sendo matriculado.

Pense como eram os carros quando você tinha cinco anos. Em como sua família ouvia música. Nos eletrodomésticos de sua casa. E no modelo do aparelho telefônico. Muita coisa mudou.

A Escola de Educação Infantil também está diferente. E muito. As que pararam no tempo foram murchando por dentro. Envelheceram e morreram.

É urgente dar à sociedade uma visão atualizada  do que se passa dentro de uma escola de educação infantil. Não apenas pais e mães.  Avós e demais familiares, passam a ser grandes apoiadores da matrícula da criança na Educação Infantil quando compreendem que ela tornou-se essencial para a sua  criança.

Fornecer  à sociedade uma visão geral dos avanços e características da Educação Infantil é um alvo a ser alcançado. É necessário um bom trabalho para alcançar os objetivos em duas décads.

O fruto desse trabalho é observado em vidas que tem seu potencial cognitivo e humano cultivados. Em crianças que tem a oportunidade de vivenciarem sua infância de forma mais plena. Na possibilidade de transformarem suas potencialidades em realidade para a alegria de suas famílias e do seu grupo social.

Aos pais, gestantes, casais, jovens, adolescentes, e crianças de qualquer idade. O mais cedo que puderem, comecem a informar-se sobre educação infantil.

As gerações futuras agradecem você. E a nós, que vamos acumulando velinhas sobre o nosso bolo de aniversário, a alegria e a satisfação que é peculiar à maturidade: a alegria de ver filhos   ou netos conquistarem o impensável para nós, naquela idade!

Raquel Adriano Momm Maciel de Camargo –  Diretora do Centro Educacional Evangélico / Conselheira do  Sinepe-PR /  Psicóloga pela UFPR / MBA em Gestão de Organizações de Ensino

Gazeta do Povo em 09/11/2010


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